Shivasamhitâ

shiva

Foi assim que tomou forma a conjunção entre o puro Brahman (Parambrahman) e Avidya, da qual surgiu Brahma, o Criador. Deste, surgiu posteriormente o espaço.

Do espaço emanou o ar; do ar veio o fogo; do fogo, a água, da água veio a terra. Esta é a ordem da emanação sutil.

Do espaço, o ar; do ar e o espaço, combinados, veio o fogo; do composto triplo, espaço, ar e fogo, surgiu a água. Da combinação de espaço, ar, fogo e água, veio a terra.

A qualidade sensível do espaço é o som; a do ar, o movimento; a do fogo, a forma; a da água, o gosto; a da terra, o cheiro. Não há nenhuma subjetividade nisto.

O espaço possui uma qualidade sensível. O ar, duas. O fogo, três. A água, quatro, e terra, cinco. Audição, toque, sabor, forma e cheiro. Assim nos ensinaram os sábios.

A forma é percebida através do olhar. O cheiro, através das narinas. O sabor, pela língua. O toque, pela pele. O som, pela audição.

Estes são, de fato, os órgãos da percepção.

Da Inteligência surge este Universo, o que se move e o que permanece imóvel. Mesmo se sua existência não puder ser provada, essa Inteligência existe.

A terra torna-se sutil e dissolve-se na água. A água dissolve-se no fogo. O fogo, similarmente, fusiona-se com o ar. O ar é absorvido pelo espaço. O espaço dissolve-se na Ignorância que, por sua vez, dissolve-se no Grande Brahman.

 

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