Vanitas

Vanitas vanitatum et omnia vanitas

“Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade”. Eclesiastes 12:8.

Vanitas, Antonio de Pereda, 1634

É uma definição um tanto quanto melancólica da pouca importância das coisas deste mundo.

Vanitas é um termo latino que significa “vaidade”. Este termo está relacionado a obras (século XVI e XVII), normalmente de natureza morta que acentuavam à brevidade da vida e a ilusão do apego aos bens terrenos, trata assim da efemeridade da vida. São comuns caveiras, ruínas, etc. É uma crítica aos prazeres mundanos, a ostentação da vaidade, excessos e finitudes, paixões cegas, apetites insaciáveis ou seja a advertência do exagero de práticas hedonistas. Tudo tem um fim, essa é a mensagem.

Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio (Eclesiastes 5:15)

Pieter Claesz, 1630

Normalmente estas pinturas são carregadas da carga dramática. São mórbidos – porque aludem a morte como o fim derradeiro, trazem caveiras, esqueletos e ossos, também muitas vezes também símbolos que nos aludem ao tempo (ampulhetas, velas se apagando ou flores e frutas apodrecendo) – uma interessante correlação com Saturno/Cronos – senhor do Tempo.

Antonio_de_Pereda_-_El_sueño_del_caballero_-_Google_Art_Project

O sonho do Cavaleiro, Pereda, 1650

 

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1)

 

 

 

 

 

 

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