03 de março de 2014.

Olá,

Início de semana no meio do carnaval – é como aquela confusão que ficamos quando viajamos e sofremos a influência dos fusos horários – vai demorar uns dias para sabermos onde estávamos mesmo.

Ao lado, temos uma imagem da porta bandeira e mestre sala da Escola de Samba Mocidade Alegre de São Paulo, que no carnaval de 2014, vieram com uma roupa prá lá de astrológica.

Para não quebrar o clima de música, trago um pouco de Villa Lobos, compositor pisciano – não temos precisão de sua hora de nascimento, mas mesmo assim podemos tecer algumas considerações a seu respeito.

beijos e boa semana,

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O acontecimento astrológico mais marcante da semana é Marte em Libra que iniciou seu movimento retrógrado. E que vai permanecer por 80 dias desta maneira. Marte é um planeta bastante importante na análise astrológica, representa ação, ímpeto e iniciativa, portanto muitas vezes é chamado de gatilho de acontecimentos, como se fosse o botão de “iniciar” em um acontecimento.  O fato de estar em seu movimento aparente retrógrado, pode provocar hesitações em momentos importantes. Fique de olho, e procure manter uma postura mais firme diante dos acontecimentos – como aquela frase do virginiano Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

Vênus se afasta de Plutão, amenizando nossos contatos e interações. Dá um tom mais leve até mesmo a negociações financeiras e profissionais.

Sol e Netuno ainda estão bastante próximos, o que torna estes dias mais inspirados e românticos. Favorece quem trabalha diretamente com criatividade e emoção, mas dá este tom mais sensível a todos nós. Se por um lado, inspira maior compaixão, por outro tira um pouco nosso senso crítico e nossa cabeça nas nuvens pode dificultar manter os pés na terra.

Mercúrio, que transita no racional signo de Aquário, pode ajudar nesta tarefa de pensar questões mais objetivas e práticas.

Veja, as previsões dia a dia, pelo canal do Youtube – [youtube]https://www.youtube.com/watch?v=qqyDogUGdec&feature=c4-overview&list=UU1JqW0lEyfoGLz5bAaERFZQ[/youtube]

VILLA LOBOS

im, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música eu deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que eu transponho instintivamente para tudo que escrevo“. Villa Lobos Villa Lobos, nasceu no Rio de Janeiro no dia 05 de março de 1887. No dia de seu nascimento o Sol transitava pelo musical signo de Peixes e a Lua em Câncer, não podemos precisar seu ascendente pela falta do horário de nascimento. Começa a estudar música com o pai aos seis anos e desde cedo se influencia pela musica popular, música caipira, choros etc. Para seu nacionalismo e mesmo um vínculo claro com seu país e memória temos uma sensível Lua em Câncer.

Em 1905 inicia uma série de viagens pelo Brasil, estes anos viajando e convivendo com as mais diversas expressões culturais irá influenciar profundamente suas composições.  Esta conclusão, ele mesmo chega: “Não escrevo dissonante para ser moderno. De maneira nenhuma. O que escrevo é conseqüência cósmica dos estudos que fiz, da síntese a que cheguei para espelhar uma natureza como a do Brasil. Quando procurei formar a minha cultura, guiado pelo meu próprio instinto e tirocínio, verifiquei que só poderia chegar a uma conclusão de saber consciente, pesquisando, estudando obras que, à primeira vista, nada tinham de musicais. Assim, o meu primeiro livro foi o mapa do Brasil, o Brasil que eu palmilhei, cidade por cidade, estado por estado, floresta por floresta, perscrutando a alma de uma terra. Depois, o caráter dos homens dessa terra. Depois, as maravilhas naturais dessa terra. Prossegui, confrontando esses meus estudos com obras estrangeiras, e procurei um ponto de apoio para firmar o personalismo e a inalterabilidade das minhas idéias“.

Villa Lobos é um participante ativo da Semana de Arte Moderna, movimento vanguardista que em 1922 revolucionou o cenário artístico nacional. Depois da Semana de Arte Moderna, viaja algumas vezes para a Europa, iniciando uma nova fase em sua carreira. Possui em seu mapa Vênus em oposição a Urano, buscava em termos artísticos o anticonvencionalismo, o que era novo e pioneiro. Aliás em todas suas biografias e documentários é sempre acentuado sua natureza inconvencional, irreverente e muitas vezes paradoxal.

No inicio da década de 30, preocupado com a educação musical no país, aceita cargos políticos para gerenciar a educação musical oficial – mesmo sob fortes críticas (Villa Lobos nunca temeu críticas),  organiza concentrações musicais grandiosas sob sua regência, com até 40 mil escolares. Em 1942, cria o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, cujos objetivos são: formar candidatos ao magistério orfeônico nas escolas primárias e secundárias; estudar e elaborar diretrizes para o ensino do canto orfeônico no Brasil; promover trabalhos de musicologia brasileira; realizar gravações de discos etc. Villa Lobos podia não ser grande amante de política, mas fazia grandes sacrifícios pela música.

“Deus nos colocou dois ouvidos pelo seguinte: quando a emoção é grande e que a gente ouve, ouve-se com os dois ouvidos, quando ela não é muito grande entra por um e sai por outro.” Villa Lobos.      
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