19 de fevereiro de 2013

Olá,

E chegaram os peixinhos! Parabéns aos meus amigos de cardume!

Além da apresentação do signo de Peixes e algumas considerações sobre o elemento água, podemos neste céu apreciar uma bela canção na voz de Maria Bethânia (geminiana) : Memória das Águas, cantora que me foi apresentada por um belo exemplar pisciano que virou estrelinha –  meu irmão.

E para começar uma poesia com sabor de mar, da grande Cecília Meireles, que do signo de Escorpião entendia de água e de sentimentos:

“Pus o meu sonho num navio  e o navio em cima do mar; depois abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar. Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre dos meus dedos colore as areias desertas O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho dentro de um navio… Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça. Depois, tudo estará perfeito: praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebradas.”

Cecília Meireles

Aproveitemos a água que simboliza o bastimo, a limpeza para fecharmos o ano zodiacal com chave de ouro!

beijos

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O Sol ingressou na sua última etapa em seu ciclo anual – no signo de Peixes. Os próximos dias podemos esperar um clima nostálgico. A criatividade e a arte em geral estarão em alta, mas falta praticidade e um certo dinamismo.

Você poderá contar com a sorte e muitas facilitações não planejadas. Procure se aproximar mais das pessoas, interagir sem muita agressividade, sua presença será notada e admirada.

Mercúrio e Marte já estão no signo de Peixes e dificultam decisões mais focadas e objetivas. Mas poderão se tornar bastante duradouras, por isso cabe se perguntar se realmente está disposto a empreendê-las.

Um ótimo aspecto se forma entre os planetas Marte (Peixes), Plutão (Capricórnio) e Saturno (Escorpião). Esta confirmação podem resultar em ações até certo ponto desfocadas, podem ter um resultado surpreendente, aqui as coisas podem dar certo e você nem ter se preparado para tanto.

CHEGARAM AS ÁGUAS DE PEIXES

Chega a última etapa do ciclo zodiacal: o signo de Peixes. Nesta etapa nos deparamos com as peculiaridades de um signo dos mais intangíveis – segundo o dicionário Houaiss, intangível é algo que não se pode tanger, pegar, algo não perceptível ao tato, impalpável e incorpóreo – talvez por isso, muitas vezes seja tão complexo analisar a área de nossa vida regida por este signo.

O cinco sentidos materiais não são suficientes para chegarmos a subjetividade de Peixes! Subjetividade aliás é uma palavra bastante correta quando tratamos de Peixes. E por que assuntos intangíveis deveriam nos atrapalhar ou dificultar a compreensão? Por um lado uma boa resposta seria porque na verdade não são para serem compreendidos – pelo menos por canais puramente mentais e racionais – aqui os signos do Ar, sempre tão impressionantemente brilhantes na compreensão racional do mundo torcem o nariz com desdém – mas é bem isto, aqui não se deve entender, analisar, sistematizar, classificar – as coisas simplesmente são ou não são.

Mas também um bom questionamento sobre como lidamos com coisas inatingíveis seja considerar o quanto questões não mensuráveis, não concretas e palpáveis fazem parte de nosso dia-a-dia e são simplesmente imprescindíveis – nossas emoções e nossos sentimentos.

Netuno e Júpiter são os planetas regentes do signo de Peixes – e carregam em si também a ação invisível e muitas vezes não calculada, não vista e nem sequer imaginada.

Na semana anterior comentei de estarmos na quaresma, um convite ao recolhimento e a compaixão – Peixes colabora com isso e nos permite elaborar e viver conexões espirituais (não materiais) de profunda intensidade. Um convite a fé – o ato de fé está relacionado a crer em algo, com paixão e intensidade – na maioria das vezes intangível – o amor a um deus, a alguém ou até a natureza e aos animais.

Segue abaixo a letra de uma bela canção que trata das águas: Memória das Águas de Roberto Mendes , Jorge Portugal, cantada por Maria Bethânia, segue também o vídeo com a gravação:

Amores são águas doces

Paixões são águas salgadas

Queria que a vida fosse

Essas águas misturadas

Eu que já fui afluente

Das águas da fantasia

Hoje molho mansamente

As margens da poesia

Cachoeira da Vitória

Timbó das pedras de seixo

Vocês são minha memória

Correm em mim desde o começo

Quando o Subaé subia

Beijando o Sergimirim

Um amor de águas limpas

Nascia dentro de mim

E foi assim pela vida

Navegando em tantas águas

Que mesmo as minhas feridas

Viraram ondas ou vagas

Hoje eu lembro dos meus rios

Em mim mesma mergulhada

Águas que movem moinhos

Nunca são águas passadas

Eu sou memória das águas

Eu sou memória das águas

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