02 de dezembro de 2012

Olá,

O céu desta semana traz sonho e beleza – ingredientes que não devem faltar em nosso dia-a-dia. 

O personagem Dom Quixote atravessa séculos e é sempre um tema fascinante, me lembrei de uma música cantada pelo grupo Engenheiros do Hawaí, chamada “Dom Quixote” que diz em certo trecho: 

“Na ponta dos cascos e fora do páreo Puro sangue, puxando carroça

Tudo bem, até pode ser Que os dragões sejam moinhos de vento Tudo bem, seja o que for Seja por amor às causas perdidas Por amor às causas perdidas”

Bem ao gosto sagitariano não é mesmo? E trago ainda um vídeo belíssimo que resolvi compartilhar aqui no nosso Céu, mostra de maneira bem poética a passagem das estações vistas no Central Park,

Desejo boa semana e que possamos manter a chama quixotesca necessária para continuarmos a lutar contra nossos moinhos de ventos,

beijos,

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

Bem, no céu a configuração Sol em Sagitário oposto Júpiter em Gêmeos pode fazer um bom estrago em nossos planos: visão equivocada, exageros de opiniões e de ações e mesmo uma boa dose de negligência pode estar nos aguardando nestes dias, por isso, como se diz por aí: abaixa a bola!

Mas não se assuste, o céu apresenta um maior número de boas configurações e assim podemos esperar uma semana bastante produtiva: Saturno conjunto Vênus e Marte em bom aspecto com Vênus. Podemos esperar boas saídas e ações precisas.

A  Lua no começo da semana ingressa em Leão e deve fazer já no começo da semana bons aspectos com Sol e com Urano, trazendo ânimo e vontade de agir. Uma animação nesta altura do ano é bem vinda não?

O próprio Sol transitando no animado e empolgado signo de Sagitário já da uma bela vitalidade em nossos dias!

Dom Quixote e os moinhos de vento

Cervantes o escritor do imortal Dom Quixote nasceu com Sol em Libra e ascendente no signo de Sagitário, Phillip Lindsay escreveu um excelente texto fazendo um paralelo entre este personagem e o visionário e idealista signo de Sagitário, parte de seu texto segue abaixo:

“Escrito no início de 1600 pelo espanhol Dom Cervantes, Don Quixote é uma história sobre um homem cujos ideais sobre cavaleiros e cavalaria distorce sua percepção, é lançado em uma missão como um cavaleiro andante em busca de aventura, vestindo uma armadura, com o fiel Sancho como seu companheiro. Tudo que é ordinário adquire interpretações grandiosas na imaginação de Dom Quixote, e ai está incluído os moinhos de vento que se convertem em gigantes dignos de serem atacados por seu cavalo e sua lança  (…) Dom Quixote é um idealista que sonha com uma idade de ouro da humanidade, onde não existe coisas como propriedade e a paz prevalece na Terra. A história de Dom Quixote também tem um aspecto mais sério e filosófico acerca do auto-engano e da ilusão. Dom Quixote é o arquétipo sagitariano cujo idealismo e disposição filosófica o levam adiante em sua visão-missão. ” Phillip Lindsay

Abaixo um pequeno trecho de Dom Quixote:

“Ao longo daquele dia, Dom Quixote viajou inclinado sobre a cabeça do seu cavalo, porque os ossos lhe doíam tanto que não podia endireitar-se. Ao entardecer, apareceu na beira da estrada uma venda, que era o lugar onde se hospedavam os viajantes,e então Sancho disse:      – Alegre-se, senhor, que ali adiante vejo uma venda.      Dom Quixote levantou a cabeça, olhou ao longe e respondeu:      – Essa não é uma venda, mas um castelo.      – Estou lhe dizendo, senhor, é uma venda.      – É um castelo!      – É uma venda!      – Um castelo!

Cartola, grande compositor carioca, era libriano como Cervantes e escreveu uma música também tratando de moinhos, e aqui também se fala de moinhos e ilusões:

“Ouça-me bem, amor Preste atenção o mundo é um moinho Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho Vai reduzir as ilusões a pó”

CORES NO CENTRAL PARK

Jamie Scott filmou o Central Park durante seis meses acompanhando a mudança de cores/estações.

Usou para a edição de imagens a técnica de timelapse, que é: “é um processo cinematográfico em que cada fotograma ou quadro (frame) de filme é tomado a uma velocidade muito mais lenta do que aquela em que o filme será reproduzido. Quando visto a uma velocidade normal, o tempo parece correr mais depressa e assim parece saltar (lapsing). A fotografia Time-lapse pode ser considerada a técnica oposta à fotografia de alta-velocidade. Alterações que normalmente surgem como sutis aos nossos olhos, como o movimento do Sol e das estrelas no céu, tornam-se evidentes. O Time-lapse é a versão extrema de uma técnica cinematográfica de manipulação lenta e pode ser por vezes confundida com animação de paragem de movimento (stop motion).” Wikipédia

O vídeo é lindo, e está sendo muito comentado na Internet vale a pena conhecer:

Fall from jamie scott on Vimeo.
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