17 de setembro de 2012

Olá,

O Céu ganhou nova cara!

“Nada existe de permanente a não ser a mudança.” Heráclito

Algumas mudanças são provocadas e outras nos provocam, no caso da alteração do formato do site, foi o segundo caso – deu um problema técnico e o formato anterior foi perdido! Foi uma enorme onda, resolvi surfar, afinal a mudança é necessária, resolvi que me divertiria no processo, e resultado? Site no ar! E (quase) nem houve atraso.

Trago essa semana, algumas informações sobre Mercúrio, planeta regente do signo de Virgem e um virginiano de primeira: Gonzaguinha!

Estes dias estava conversando com uma amiga e comentando sobre um texto do Yogananda que gosto muito, onde ele transmite seu pensar sobre a Astrologia, suas palavras são sábias e resolvi trazer este texto nesta postagem também!

beijos a todos e boa semana,

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O sol nesta semana passa pelos últimos graus do signo de Virgem e no dia 22 de setembro ingressa no signo seguinte – Libra. Estes próximos dias será marcado pela tensão Mercúrio (Libra) e Urano (Áries), este aspecto que logo ganhará a força da conjunção Sol- Mercúrio, trará discussões e ânimos exaltados. Será bem complicado encontrarmos uma via de entendimento e compreensão. Mesmo  sendo dificil, recomendo paciência e tolerância.

A intolerãncia pode ser acentuada pela quadratura Marte-Vênus, estes dois planetas possuem um essência bem difícil em uma tensão: Marte quer resolver com paixão e intensidade, sem meios termos e Vênus busca uma conciliação em que tenha boas vantagens no final. Considerando este aspecto será preciso que tenhamos cuidado para não perdermos o controle da situação. Inclusive negócios que envolvam bens e questões financeiras.

Mas nosso céu não possui apenas tensões e dificuldades, o mesmo planeta Vênus forma com Urano e Júpiter ótimos aspectos, favorecendo a criatividade, inovação e a sorte.

Podemos resumir os aspectos, bons e maus, como um momento de bastante tensão e choque de interesses, mas repleto de boas oportunidades. Não se atenha em disputas, procure manter o foco direcionado para seus objetivos e não caia em provocações.

MERCÚRIO

Ciclo de 88 dias

Rege: Gêmeos e Virgem

Exaltação: Aquário

Detrimento: Sagitário e Peixes

Queda: Leão

Anatomia: rege o sistema nervoso e portanto as atitudes mentais, os ombros, os braços, as mãos, a língua, as vias respiratórias, a respiração e o intestino (delgado).

Aponta a maneira como se dá a expressão e o raciocínio do indivíduo. Está sempre bastante próximo ao Sol, nunca mais de 28º. Tem correspondência com a comunicação, intelecto, destreza e razão. Tem ação rápida e inconstante. Na carta astrológica aponta onde e como se dá a comunicação do indivíduo

PERSONAGEM VIRGINIANO

GONZAGUINHA

Gonzaguinha, foi um importante cantor, tendo feito grande sucesso na década de 80, era filho do rei do Baião – Luiz Gonzaga. Sua carreira foi interrompida com sua precoce morte em 1991.

Suas primeiras canções lhe valeram a atenção do público e da censura – na década de 70,  de 72 músicas avaliadas foram censuradas 54! Recebeu a alcunha de cantor do rancor, pelo tom áspero e crítico – a criticidade típica dos virginianos, aliado a aspectos tensos de Lua em Áries e Marte em Câncer, realmente, revolta e agressividade não devem ter faltado em sua juventude.

Suas canções foram gravadas por ele e por diversos artistas e fizeram incrivel sucesso, como “Explode Coração”, ou “O que é , o qué”.

Suas palavras diretas, não escondem sua forte auto crítica: “Sempre toquei um instrumento e poderia chegar a tocar bem, sendo um músico profissional, coisa que não sou. Sou um compositor e um intérprete que também toca violão, mais não sou músico nem tenho intenção de me arvorar a sê-lo” (Gonzaguinha)

Encontrei uma frase dele que é típica de alguém com Lua em Áries: “…eu acho que estou aprendendo aos poucos… né? Eu espero que agora eu agrida menos as pessoas do que há alguns anos atrás, quanto menos eu agredir as pessoas no futuro, para mim é melhor!  Isso é o que eu acho que eu devo conseguir, e que aos poucos eu vou conseguindo, eu ainda tenho muita coisa pra aprender… devagar… e tal. Mas um dia quem sabe eu chego lá, quem sabe daqui a uns vinte anos… quem sabe?… ” (Gonzaguinha,  3.12.1990  Quatro meses antes do seu falecimento)

Não deixe de ouvir uma de suas mais belas canções na voz da ariana Zizi Possi – Viver, Amar Valeu.

Ah! eu me ofereço esse momento

Que não tem paga e nem tem  preço

Essa magia eu reconheço

Aqui está a minha  sorte

Me descobrir tão fraco e forte

Me  descobrir tão sal e doce

E o que era amargo  acabou-se

É bom dizer viver, valeu (trecho de Viver, amar valeu)

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YOGANANDA E A ASTROLOGIA

“O mestre de Yogananda, Sri Yuktéswar diz:

– Mukunda, por que você não arranja um bracelete astrológico?

– Deveria usá-lo, Mestre? Não creio em astrologia.

– Não é questão de crença; a atitude científica que se deve adotar em qualquer assunto é a de saber se é verdade. A lei da gravidade funcionou tão eficientemente antes de Newton como depois dele. O cosmos seria positivamente um caos se suas leis só pudessem funcionar mediante a aprovação da crença humana. Os charlatães trouxeram a antiqüíssima ciência estelar a seu descrédito atual. Tanto matemática como filosoficamente, a astrologia é muito vasta para ser abarcada corretamente, salvo por homens de profundo entendimento. Se os ignorantes lêem erradamente o céu, e ali enxergam rabiscos em vez de uma escrita, isto é de se esperar neste mundo imperfeito. Não se deve prescindir da sabedoria ao dispensar os pretensos sábios.

E meu guru continuou: – Todas as partes do mundo criado estão ligadas entre si e permutam suas influências. O ritmo equilibrado do universo tem sua raiz na reciprocidade. O homem, em seu aspecto mortal, tem de combater dois grupos de forças – primeiro, os tumultos internos do ser, causados pela mistura de terra, água, fogo, ar e elementos etéreos; segundo, os poderes externos e desintegradores da natureza. Enquanto o homem luta com sua mortalidade, ele é afetado por miríades de mutações do céu e da terra. Astrologia é o estudo das reações do homem aos estímulos planetários. Os astros não têm qualquer benevolência ou aversão consciente; eles meramente enviam radiações positivas ou negativas. Por si só, não ajudam nem prejudicam a humanidade, mas oferecem um canal lícito para que se manifeste o equilíbrio de causas e efeitos que, no passado, cada homem pôs em movimento. Uma criança nasce no dia e hora exatos em que os raios celestes estão em harmonia matemática com seu carma individual. Seu horós­copo é um retrato desafiante, revelando seu passado inalterável e os resultados prováveis em seu futuro. Corretamente, porém, o mapa nata­lício só pode ser interpretado por homens de sabedoria intuitiva: estes são poucos. A mensagem audaz e heraldicamente proclamada através dos céus, no momento do nascimento, não tem a intenção de dar ênfase ao destino – o resultado do bem e do mal pretérito – mas o de despertar a vontade humana de escapar de seu cativeiro universal. O que o homem fez, ele pode desfazer. Ninguém, além dele mesmo, foi o instigador das causas cujos efeitos agora prevalecem em sua vida. Ele pode transcender qualquer limitação, em primeiro lugar, porque possui recursos espirituais que não estão sujeitos à pressão planetária. O medo supersticioso à astrologia produz autômatos, dependentes, como escravos, de guia mecânica. O homem sábio derrota seus Planetas – isto é, seu passado – transferindo sua fidelidade, da criação ao Criador. Quanto mais efetua sua unidade com o Espírito, menos pode ser dominado pela matéria. A alma é sempre livre; é imortal porque não tem nascimento. Não pode ser regida pelos astros. O homem é uma alma e tem um corpo. Quando situa apropriadamente o seu senso de identidade, deixa para trás todos os padrões compulsórios. Enquanto permanecer confuso em seu estado ordinário de amnésia espiritual, experimentará os grilhões insidiosos da lei do ambiente. Deus é Harmonia: o devoto que com Ele sintoniza nunca realizará uma ação errônea. Suas atividades concordarão com o cronômetro natural e exato da lei astrológica. Após a meditação e a prece profundas, ele está em contato com sua consciência divina; não há poder maior que esta proteção interior.

– Então, querido Mestre, por que deseja que eu use uma pulseira astrológica?

– Arrisquei esta pergunta depois de um longo silêncio; eu tentara assimilar a nobre exposição de Sri Yuktéswar, a qual continha idéias muito novas para mim.

– Só quando um viajante atingiu sua meta é que se justifica o abandono de seus mapas. Durante a jornada, ele se aproveita de qualquer atalho conveniente. Os ríshis antigos descobriram muitos meios de encurtar o período de exílio do homem no mundo ilusório. Existem certas engrenagens na lei do carma que podem ser habilmente ajustadas pelos dedos da sabedoria. Todos os males humanos se originam de alguma transgressão da lei universal. As Escrituras salientam que o homem deve satisfazer as leis da natureza, sem esquecer, simultaneamente, da Onipotência Divina. Ele deveria dizer: “Senhor, confio em Ti, e sei que Tu me podes ajudar, mas envidarei todos os esforços para reparar qualquer mal que tenha cometido. Por uma série de meios – pela prece, pelo poder da vontade, pela meditação iogue, pela consulta aos santos, pelo uso de braceletes astrológicos – os efeitos adversos do passado podem ser diminuídos ou anulados. Semelhante a uma casa que pode ser equipada com um pára-raios de cobre para absorver a descarga do relâmpago, o templo do corpo se beneficia de certas proteções. “Radiações elétricas e magnéticas circulam incessantemente no universo; afetam o corpo humano, favorável ou desfavoravelmente. Há milênios atrás, nossos ríshis estudaram problema de combater os efeitos adversos das influências cósmicas sutis. Os sábios descobriram que os metais puros emitem uma luz astral, poderoso neutralizante dos influxos negativos dos Planetas. Certas combinações de plantas também ajudam. Mais eficiente que tudo são pedras preciosas sem jaça e não menores que dois quilates. O emprego preventivo da astrologia raras vezes foi objeto de estudos sérios fora da Índia. Um fato pouco conhecido é que jóias, metais e misturas de plantas, embora sejam da espécie recomendada, só tem valor se apresentarem o peso requerido e se o agente terapêutico for usado em contato com a pele.

 ‑ Senhor, seguirei seu conselho, sem dúvida, e comprarei um bracelete. Estou intrigado com a idéia de burlar um planeta! ‑ Para propósitos gerais, aconselho o uso de um bracelete feito de ouro, prata e cobre. Mas, para um propósito específico, quero que mande fazer um de prata e chumbo.

‑ Sri Yuktéswar acrescentou cui­dadosamente outras instruções. ‑ Gurují, que “propósito específico” é esse?

‑ Os astros estão prestes a manifestar um interesse “inamis­toso” por você, Mukunda. Não tenha medo; você estará protegido. Dentro de um mês, seu fígado lhe causará muitos sofrimentos. A dura­ção da doença está fixada em seis meses, mas o uso de seu bracelete astro­lógico encurtará o período para vinte e quatro dias.

Procurei meu joalheiro no dia seguinte e logo passei a usar o bra­celete. Minha saúde era ótima; a predição do Mestre esvaiu‑se de minha mente. Ele deixou Serampore para visitar Benares. Trinta dias após nossa conversação, senti uma dor repentina na região do fígado. As semanas seguintes foram um pesadelo de torturas e martírios. Relu­tando em perturbar meu guru, pensei que suportaria valentemente minha prova sozinho. Vinte e três dias de suplício, porém, debilitaram minha resolução; tomei o trem para Benares.

Ali, Sri Yuktéswar cumprimentou‑me com inusitado calor, mas não me deu oportunidade de lhe contar meus infortúnios em particular. Muitos devotos visitaram o Mestre nesse dia, unicamente pelo dárshan. Enfermo e negligenciado, sentei‑me num canto. Só depois da refeição da noite é que os hóspedes todos partiram. Meu guru chamou‑me à sacada octogonal da casa.

‑ Você deve ter vindo por causa de sua doença do fígado. ‑ Sri Yuktéswar desviava de mim os seus olhos; ele caminhava de um lado para o outro, às vezes interceptando o luar. ‑ Deixe‑me ver, você está doente há vinte e quatro dias, não é assim?

‑ Sim, senhor.

‑ Faça o exercício de estômago que lhe ensinei.

‑ Se soubesse a imensidão de meu sofrimento, Mestre, não exi­giria exercícios de mim. ‑ Não obstante, fiz uma débil tentativa para obedecê‑lo.

‑ Você diz que sente dor; afirmo que você não tem nenhuma. Como existir esta contradição? ‑ Meu guru fixou em mim seus olhos interrogativos.

Fiquei deslumbrado e, a seguir, inteiramente possuído de alívio e de júbilo. Não mais sentia o tormento contínuo que me conservara quase sem dormir durante semanas; às palavras de Sri Yuktéswar, a agonia desapareceu como se nunca tivesse existido. Fiz menção de ajoelhar‑me a seus pés, em agradecimento, mas ele rapidamente me impediu.

‑ Não seja infantil; levante‑se e admire a beleza da luz sobre o Ganges. Os olhos do Mestre, porém, cintilavam felizes, enquanto em silêncio eu me mantinha de pé a seu lado. Compreendi, por sua atitude, que ele desejava que eu sentisse não ter sido ele, mas Deus, Quem me curara. Até hoje uso o pesado bracelete de prata e chumbo, um momento daquele dia ‑ de um tempo distante e sempre evocado com carinho ‑quando mais uma vez descobri estar vivendo com um personagem ver­dadeiramente sobre‑humano.

Em ocasiões posteriores, ao trazer meus amigos a Sri Yuktéswar para que os curasse, eleYogananda invariavelmente reco­mendava jóias ou o bracelete, enaltecendo seu uso como um ato de sabedoria astrológica.

Eu tinha preconceitos contra a astrologia, desde a infância, em parte porque observara que muitas pessoas se prendem a ela servilmente, e em parte devido a uma predição feita pelo astrólogo de minha família: “Três vezes casará, ficando viúvo duas vezes.” Preocupado com o assunto, demorei‑me a pensar sobre ele, sentindo‑me igual a uma cabra à espera do sacrifício diante do altar de um tríplice matri­mônio. ‑ Você terá de se resignar ao seu destino ‑ comentou meu irmão Ananta. ‑ Seu horóscopo escrito predisse corretamente que você fugiria de casa para o Himalaia na meninice, mas que o forçariam a voltar. A previsão de seus casamentos tende também a resultar certa. Tive, certa noite, a clara intuição de que a profecia era inteira­mente falsa.

Ateei fogo ao pergaminho do horóscopo, colocando as cinzas num invólucro de papel onde escrevi: “Sementes do carma pas­sado não podem germinar quando torradas no fogo da sabedoria divina.” Coloquei‑o em lugar visível. Ananta imediatamente leu meu comentário desafiador. ‑ Você não pode destruir a verdade tão facilmente como quei­mou esse rolo de pergaminho. ‑ Meu irmão teve uma risada des­denhosa.

O fato é que, em três ocasiões antes de atingir a puberdade, minha família tentou contratar meu noivado. Em todas as ocasiões recusei assentir a seus planos, sabendo que meu amor a Deus era mais irresistível que qualquer sugestão astrológica do passado.

‑ Quanto mais profunda é a experiência direta que um homem tem de Deus, mais ele exerce influência sobre o universo inteiro por suas vibrações espirituais sutis, e menos o afeta o fluxo dos fenômenos. ‑ Estas inspiradoras palavras do Mestre retornavam com freqüência à minha mente. Em algumas ocasiões, eu disse aos astrólogos que selecionassem os meus piores períodos, de acordo com as indicações planetárias, pois, ainda assim, levaria a termo qualquer tarefa que me impusesse a mim mesmo. E verdade que meu sucesso em tais épocas foi precedido por dificuldades extraordinárias, Minha convicção, entretanto, sempre foi justificada: a fé na proteção divina e o uso correto da vontade conferida por Deus ao homem são forças mais poderosas que as influências pro­vindas do firmamento.

Vim a compreender que a inscrição dos astros, à hora do nascimento, não significa que o homem seja um fantoche de seu passado. A mensagem deles é, antes, um acicate ao orgulho; o próprio céu procura despertar o propósito humano de ser livre de toda limitação. Deus criou cada homem como alma, dotado de individualidade e, portanto, essencial à estrutura do universo, seja no papel temporário de coluna ou, de parasita. Sua liberdade é final e imediata, se assim o quiser; não depende de vitórias externas, mas internas.”

Autobiografia de um Yogue, capítulo 16 – Paramahansa Yogananda

 

 

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