16 de janeiro de 2012

Olá,

Nesta semana entramos nos graus finais do Sol no signo de Capricórnio. Além das previsões trago um texto importante de Yogananda (capricorniano) sobre uma das pérolas do pensamento indiano: Bhagavad Gita.

Podemos ainda apreciar a perfeita poesia de outro capricorniano: João Cabral de Melo Neto.

E ainda tratando dos capricornianos, trago o perfil de J R R Tolkien, o escritor (e criador) do Senhor dos Anéis. E para nos aquecer uma pequena citação do livro:

Sam, Final de As Duas Torres: “- .. As pessoas dessas histórias, tinham várias oportunidades de voltar atrás, mas não voltavam. Elas seguiam em frente porque tinham no que se agarrar. – E em que nós nos agarramos, Sam? – No bem que existe nesse mundo, Sr. Frodo, pelo qual vale a pena lutar..”

Bem, boa viagem ops…boa leitura,

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O Sol atravessa os últimos graus do signo de Capricórnio e um bom aspecto com o planeta Marte favorece iniciativas e empreendimentos sólidos e bem formatados. Marte como planeta ligado a ação,   nesta fase  auxilia o  atitudes firmes e precisas. Bom para alavancar projetos financeiros, até os mais ambiciosos.

Ao mesmo tempo vivemos no céu, uma quadratura entre Sol no signo de Capricórnio e Saturno no signo de Libra que podem influenciar o aumento das obrigações, acarretando um certo peso extra sobre nossos ombros e uma falta de energia para executar até as coisas mais simples.

Mercúrio e Plutão estão conjuntos no signo de Capricórnio, exigindo pensarmos de maneira mais concreta e realista. As questões proeminentes serão as que precisam ser agora resolvidas, muita concentração no aqui e agora. Planos e projetos futuros não deverão ser a pauta principal.

Cuidado com palavras e gestos ásperos. Um certo destempero em suas conversas e relacionamentos, procure “pegar leve” mesmo que esteja coberto de razão.

Mais para o final da semana, reviravoltas podem pegar a todos de surpresa.

O planeta Vênus ingressou a poucos dias no signo de Peixes, forma no céu bons aspectos com Netuno, mexendo com inspiração, solidariedade e paixões. Devem ajudar a termos dias mais fraternos, encontrando espaço para dedicação, zelo e cuidado com nossos semelhantes e principalmente com os não semelhantes.

Vênus também forma bons aspectos com Júpiter e Saturno, o que é uma das melhores notícias, pois estes dois se encontram a tempos “brigando” no céu formando uma dura oposição, causando um certo descontrole entre ação e reação. O bom aspecto venusino pode minimizar os impactos e até mesmo encontrarmos caminhos de negociação.

No dia 20, o Sol deixa o signo de Capricórnio e entra em Aquário e um novo ciclo para os aquarianos se inicia!

PERSONAGEM DE CAPRICÓRNIO

JR R TOLKIEN

Tolkien é o autor da famosa obra: O Senhor dos Anéis.

J R R Tolkien, nasceu com Sol no realista signo de Capricórnio, mas conseguiu “viajar” como ninguém no mundo da fantasia e imaginação: Lua em Peixes, Sol sextil Júpiter, Mercúrio sextil Lua e Netuno no meio do Céu. Altamente mágico seu pensamento. Ainda para apimentar mais ainda a capacidade de viver a fantasia Urano faz trígono com sua inspirada lua pisciana.

Vênus em Aquário na Casa 6, pode tê-lo dotado de valores artísticos com um certo talento para a criação do fantástico e do fora de padrão. Uma certa ousadia em sua criação.

A casa 3, normalmente forte em mapas de escritores, abre no signo de Escorpião tendo ali um de seus regentes – Marte e o outro no alto do mapa conjunto ao inspirado Netuno marcando de forma decisiva seus interesses no mundo da imaginação fantástica. É chamado por muitos, como o pai da literatura fantástica!

A forte marca de seu mapa, é sua sensibilidade lunar. Suas histórias envolvem mistérios e magia  – Plutão e Netuno fortes neste mapa. Um mundo de elfos, fadas, monstros, magia envolve suas histórias. Tolkien foi amigo pessoal de C.S. Lewis que escreveu “As Crônicas de Narnia”, e vale a pena lembrar que este tinha Lua e Netuno conjuntos em seu mapa (novamente a imaginação pisciana presente).

Tolkien criou um mundo paralelo, numa imaginação tipicamente pisciana, o mundo de Arda, onde se passam suas principais obras: O Hobbit, Senhor do Anéis e Silmarillion. Uma simples curiosidade é que em 2009 a Revista superinteressante publicou uma matéria sobre idiomas artificias mais falados no mundo, o sindarin (criado por Tolkien) estava em terceiro lugar sendo falado por cerca de 1o mil pessoas,  perdeu apenas para o esperanto e o klingon criado para a série Jornada nas estrelas.

Para quem quer ver ou recordar o filme, segue um trailer abaixo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=gniwiNAIDMQ[/youtube]

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

A poesia de João Cabral é fartamente de inspiração capricorniana, um bom exemplo é o poema A Educação pela Pedra, aqui entre nós coisa mais saturnina não? Foi publicado em 1965. Normalmente João Cabral escreve de forma direta, seca, nua e crua. A pedra pode nos remeter à aridez do nordeste e a aridez de Saturno. É o escrever poético capricorniano em essência, se dizia que  ele detestava música, dizia que a poesia é semelhante a um cálculo matemático e relegava a emoção ao segundo plano. O mais importante era chegar à  construção do poema, baseado na colocação precisa das palavras precisas.

A EDUCAÇÃO PELA PEDRA

Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda), para quem soletrá-la. Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática). No Sertão a pedra não sabe lecionar, E se lecionasse, não ensinaria nada; Lá não se aprende a pedra: lá a pedra, Uma pedra de nascença, entranha a alma.

BHAGAVAD GITA

Bhagavad Gita significa “cançao do senhor” e é um dos mais bonitos e importantes textos hindus. Indico para quem deseja se aprofundar mais na leitura do Gita, o livro “A Essência do Bhagavad Gita explicada por Paramhansa Yogananda”, da editora Pensamento. Aproveitando que Yogananda é um dos aniversariantes do mês trago um pequeno trecho do livro:

 “A história em que o Bhagavad Gita se baseia é um curto episódio da mais volumosa epopéia do mundo, o Mahabharata. O Gita põe em cena duas personagens de destaque dessa epopéia, Arjuna e Krishna, que transitam entre dois grandes exércitos alinhados para a batalha no campo de Kurukshetra.

Arjuna simboliza o devoto – a pessoa que busca a salvação divina e a união com Deus. Krishna simboliza o próprio Deus, o Eu Divino em cada ser humano. Assim, nos ensinamentos hindus, auto-realização aparece como o verdadeiro objetivo de toda luta espiritual, independentemente de religião. Os dois conceitos, auto-realização e conhecimento de Deus, são sinônimos.

Na história do Mahabharata, Arjuna convida Krishna para ser seu cocheiro. O Bhagavad Gita é o relato do diálogo que ocorre enquanto Krishna conduz Arjuna, no carro de guerra, para o espaço entre os dois exércitos, atendendo ao pedido de Arjuna, que queria observar de perto as duas forças em confronto.

Arjuna, seus irmãos, os Pandavas, e todas as tropas que o seguem simbolizam os paladinos da virtude. Os inimigos são os Kauravas, primos dos Pandavas, liderados por Duryodhana, que havia usurpado o trono. O confronto é, como dissemos alegórico – fato atestado entre outras coisas, pelo próprio pedido de Arjuna.  Ele é o comandante supremo de seu exército. Iria um general pedir algo aparentemente tão tolo como ser conduzido para o espaço entre dois exércitos encarniçados, ao alcance do inimigo e quase no início da batalha? Seguramente em termos práticos este pedido era absurdo.

Enquanto Arjuna e Krishna transitam entre os dois exércitos, o primeiro fala das suas dúvidas quanto à justiça da guerra prestes a eclodir. “Seria trucidar meus próprios parentes!”, exclama ele. “Como posso cometer semelhante pecado?” Krishna replica a esta dúvida muito razoável descartando-a. Em seguida, poe-se a expor a essência dos ensinamentos do próprio Sanaatan Dharma.

Obviamente, esse relato é alegórico.Os exércitos representam a oposição, no íntimo de todo ser humano iluminado, entre suas tendências superiores e inferiores. As superiores são suas qualidades boas; as inferiores, as que conduzem a buscar o engano ou o mal. A guerra de Kurukshetra não ocorre literalmente num campo de batalha qualquer, embora as campinas de Kurukshetra ainda possam ser percorrida na Índia. Esse local histórico e o relato que nasceu da guerra simbolizam o eterno conflito no interior do homem.

(…)A guerra de Kurukshetra descreve a luta final da alma para desvencilhar-se dos grilhões de maya ou ilusão. A guerra em si, embora seja um evento histórico, ilustra o combate que todo aspirante espiritual, cedo ou tarde, terá de enfrentar.”

A Essência do Bhagavad Gita explicada por Paramhansa Yogananda, ed Pensamento

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