26 de dezembro de 2011

Olá, Nesta semana nos despedimos de 2011.  Pausa para respiração. Aproveitemos a semana para colocar nossos sentimentos em destaque. E assim mais centrados podemos também colocar nossos sonhos em destaque. Meus mais sinceros votos de um feliz 2012. Busco em Mario Quintana, algumas palavras inspiradas:

“A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ªfeira… Quando se vê, passaram 60 anos… Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. seguia sempre, sempre em frente … E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”

Mario Quintana in Esconderijo do Tempo

boa semana

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

Uma excelente configuração para acabarmos o ano: Sol e Plutão conjuntos no céu! Momento de términos, encerramentos e renovações. A potência desta configuração é a força necessária para aquela faxina que normalmente nos toma de assalto nesta época do ano: avaliação do ano atual e novos projetos para o próximo. A conjunção com Plutão, nos remete aquele ditado que diz, mais ou menos assim: cuidado com o que deseja, pode conseguir!

Nesta semana, uma grande notícia: Júpiter retoma seu movimento direto! Grande, porque Júpiter é grandioso e provoca efeitos grandiosos e ao retomar seu movimento podemos contar com menos (e menores) atropelos. Ainda existe uma tensão com Saturno, que estabelece uma dificuldade natural entre controle e descontrole, mas pouco a pouco este aspecto também se atenua.

O Sol em bom aspecto com Júpiter, traz expansão e novas oportunidades. Um verdadeiro banho de esperança e de fé!

Mudanças não serão fáceis, mas quem espera que sejam? É só nos prepararmos!  O período ainda é confuso e não devemos acreditar em tudo que nos dizem, tem muita confusão e instabilidade no ar, cuidado com fofocas, intrigas e oportunismos de última hora. No meio do turbilhão a dica é se centrar. Mantenha-se coerente com seus princípios e logo os problemas serão removidos.

Boa semana para cultivar amizades e respeito pelo semelhante, aliás nesta época do ano, lemos e ouvimos muito sobre isso. Aliás ao invés de respeito ao semelhante, vamos expandir este conceito e respeitar os não semelhantes, pois respeitar quem a gente gosta e se parece conosco é fácil, difícil é conviver com que nos cria algum tipo de antagonismo. Então talvez seja a hora de adotar respeito aos animais, a natureza e até aos não amigos.

Não é um momento astrológico tão facilitado de ações, é muito mais de reações e reflexões. Guarde uma parte de sua semana para avaliar seus planos, olhar gavetas, ouvir antigos CDs e pensar em adquirir novos! Abrir janelas e gavetas, ventilar o quarto, a sala e o cérebro!

“A minha preferência pelo ano novo concentra-se nesta questão, pois quer queiramos, quer não, ele chega, e chega para todos! Para os bons, para os maus, para os chatos, para os felizes, para os estúpidos, para todos! No ano novo não nos presenteamos com matéria e sim com desejos. Felicidade daqui, sorte de lá, muitas conquistas, luzes, fartura. Abraçamo-nos sem a necessidade do presente material como condutor dos nossos contatos. Sim, muitos correm para as lojas atrás das exclusivas “roupas brancas” que todo mundo tem, concordo, mas compram as roupas sem a necessidade e a obrigação de presentear, a não ser a si mesmos! O ano novo nos inspira a sonhar e, não sei por que, a realizar estes sonhos. No ano novo estamos com todos, mas estamos principalmente conosco. Comemos uvas, pulamos ondas, soltamos fogos, mas somos nós, nós e o tempo e , claro, os nós que o tempo nos traz como desafios.”

Vandré Kopcak

Final de ano, ciclos e Astrologia

Chegamos ao final do ano, final de um ciclo. Estamos muito acostumados, a usar esta época para avaliar o ano anterior, projetar mudanças e renovar esperanças. Este é um dos inúmeros ciclos que vivemos, mas a passagem deste em especial é normalmente marcada pela alegria: se o ano foi bom, o desejo é que o próximo seja melhor, mas se não foi, a esperança é que tudo mude no próximo, de qualquer maneira, o tom é o daquela famosa música: Feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer!

Gostaria de usar este período para trazer um importante conceito que costumamos trabalhar em Astrologia: os ciclos. Vivemos ao mesmo tempo, vários e importantes ciclos astrológicos, como de Saturno (28 anos); Júpiter (12 anos); Sol (1 ano) etc. A análise astrológica consiste em compreender como os estamos vivendo e em que fase de cada um deles nos encontramos.

Com o conhecimento astrológico podemos entender porque colocamos em alguns assuntos nosso empenho e energia, fazemos escolhas, aceitamos ou não desafios, tudo conectado com o Cosmos. Obviamente nem a Astrologia, nem qualquer outro meio pode ter a pretensão de controlar tudo e saber antecipadamente tudo que irá nos ocorrer. Mas isso também não significa o contrário, que nada podemos controlar e tudo que nos ocorre é algo externo a nós.

Temos um grande controle de nossas vidas, mas para isso é preciso exercitar o autocontrole e o planeta que rege o signo do mês – Saturno – pode nos ajudar neste ponto.

É apenas assegurando que estamos no controle de nossas vidas que podemos realmente sonhar algo novo. Para isso é preciso focar nossos pensamentos, estar aberto para as oportunidades e aprender a superar os limites que nós mesmos nos impomos, entender que são verdadeiras as crenças que alimentamos.

Normalmente nossa vida acaba confirmando essas crenças, claro, afinal são elas que nos impulsionam para baixo ou para cima! Então coloquemos em nossa lista de mudanças para 2012:

1. Sonhar;

2. Descobrir as crenças que bloqueiam a realização destes sonhos

3. Investir firmemente nas mudanças dessas crenças.

Nádia Oliveira

PARÁBOLA DE NATAL

Ainda sob a inspiração natalina trago um texto emocionante, que pode nos levar a uma importante reflexão. Espero que apreciem a leitura:

Era um sonho divertido, original, criativo, mas fui me acostumando a ele pensando que o entendia, quando na realidade estava apenas incomodado com sua presença. Sonhos são seres sensíveis, se retraem e somem quando não damos a devida atenção. Pouco a pouco minha vida ficou novamente opaca, sem brilho, e nos raros momentos de lucidez não entendia o que havia acontecido com ela. Alguma coisa estava faltando, alguma conta do meu colar de pérolas e brilhantes tinha desaparecido. Achava que a vida estava normal e não percebia que ela não era mais plena.

Deixei de sonhar. Preso ao fascínio do mundo caminhava mecanicamente sobre meus passos acreditando que estava tudo como deveria estar. Que a falta que sentia era normal, coisa que todos sentem e não dão o braço a torcer achando que melhor que isso não pode ser. Até que um dia ouvi uma história:“Havia um lugar onde existiam dois países; o país da dor, da amargura, e o país da benção, da alegria. O primeiro era quase desértico e o segundo era verde e lindo. Entre os dois países corria um rio caudaloso, perigoso. Muitas pessoas do país da dor ficavam curiosas com o pouco que enxergavam do outro país e sonhavam com o que poderia ter do outro lado. Vários tentaram atravessar o rio, a maioria morria na tentativa e os que conseguiam atravessar não voltavam para dizer como era o outro lado.

Um dia um homem bondoso, que morava no país da dor, resolveu ajudar na passagem de um lado ao outro ou morrer tentando. Era um homem muito forte e dotado de uma tremenda força de vontade. Amarrou um cabo muito comprido, resistente e flexível, numa árvore à beira do rio, amarrou-se à outra ponta e mergulhou na água. Quando estava muito próximo da outra margem foi visto por caçadores que o flecharam por confundi-lo com um animal estranho. Reunindo suas forças restantes alcançou a outra margem, conseguiu amarrar o cabo numa árvore grandiosa do país das bênçãos e morreu.

Os que estavam assistindo a epopéia ficaram contristados. Aquele homem era um santo que havia tentado salvá-los do país miserável em que viviam. Choraram, cultuaram seu nome e começaram a recordar tudo que ele havia feito e falado. Inventaram histórias a respeito dele, fizeram biografias, levantaram estátuas e mais do que isso fizeram altares para louvar seu nome. Acabaram erguendo templos e alguns se sentindo mais capazes tomaram conta desses templos e ficaram como intermediários entre aquele santo homem e os demais seres humanos.

O cabo continuou onde estava e as pessoas se esqueceram dele. Trepadeiras cobriram a ponta do cabo que foi ficando escondido como se nunca tivesse existido. E a obra máxima daquele homem, a única coisa que realmente importava, está lá perdida, abandonada. De vez em quando alguém resolve investigar e descobre o cabo. Uns mais preparados conseguem até usar o cabo e passar para o outro país. Como existe caminho de volta eles voltam e tentam avisar seus irmãos que sorriem e pensam: endoidou.

E o contador da história concluiu: Deturparam tudo que fiz. O homem não era importante, o importante era a ponte! A história calou fundo em mim. Lembrei do meu sonho e chorei amargamente o sonho perdido. Depois fiquei alegre, o sonho não estava perdido, estava dentro de mim. Está dentro de todos nós, pois cada um de nós tem um cabo; nós somos o cabo. Nós somos o caminho, a verdade e a vida e só através de nós podemos chegar ao Pai!

Rodrigo Araês baseado em “The Vision of the Nazarene” de Cyril Scott

TIRE AS COISAS DO LUGAR

Que belo convite plutoniano que Roney Giah nos faz com esta musica: [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wT0rzeaP_Fo&feature=g-all-u&context=G205dc28FAAAAAAAAAAA[/youtube]
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