19 de setembro de 2011

Olá,

Nesta semana celebremos a entrada da primavera!

Se esvai o inverno, período de recolhimento e introspecção da natureza – e somos também natureza – e começa a despontar a beleza das flores. Bela metáfora!

Para tornar tudo ainda mais belo, entramos na primavera acompanhados de Vênus, a mitológica deusa do Amor. O planeta Vênus está nos primeiros graus do Signo de Libra, posição que confere uma passagem realmente potencializada deste planeta.

Recebi um texto escrito pelo Dalai Lama (canceriano de Vênus em Leão) que tem uma belíssima frase, que traz a essência deste período venusino:

” Alguns de meus amigos me disseram que a natureza humana básica é um tanto violenta, mas eu disse que não concordo. Se examinarmos os diferentes tipos de animais, por exemplo, aqueles cuja própria sobrevivência depende de tirar outras vidas, como tigres ou leões, aprendemos que a sua natureza básica dota-lhes com dentes e garras afiadas. Animais pacíficos, como corças, que são totalmente vegetarianas, são mais gentis, possuem dentes menores e não têm garras. Desse ponto de vista, nós seres humanos temos uma natureza não violenta. Quanto à questão da sobrevivência humana, os seres humanos são animais sociais. Para sobreviver, precisamos de companheiros. Sem outros seres humanos não há possibilidade alguma de sobrevivência; esta é a lei da natureza.  Como acredito profundamente que os seres humanos são basicamente gentis por natureza, sinto que devemos não só manter relações gentis e pacíficas com a comunidade de seres humanos, mas também que é muito importante estender a mesma atitude gentil para com o meio ambiente natural. Do ponto de vista moral, devemos nos preocupar com todo o nosso meio ambiente. “

Vênus é o planeta na Astrologia que nos inspira às relações interpessoais, o bom posicionamento atual deste planeta no signo de Libra é um convite a que aprimoremos nossa maneira de lidar com o entorno: com mais compaixão e carinho.

Aproveite para ver algumas obras de arte inspirada em Vênus que postei ao final, além de uma impagável cena do filme “As Aventuras do Barão de Munchausen” onde Umma Thurman encarna o “Nascimento de Vênus” de Boticelli.

Voltando a tratar da primavera, trago um texto da escorpiniana Cecília Meireles (Vênus em Sagitário), muito inspirador ao tratar da primavera.

Uma semana com sabor de flores a todos!

beijos

Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O sol transita nos últimos graus do signo de Virgem nesta semana e no dia 23 de setembro, as 6h04m (horário de Brasilia – Br) ingressa no signo de Libra. Aproveite os próximos dias para colocar as coisas em ordem, não digo apenas pelo Sol estar ainda no mais organizado e sistemático dos signos, mas pelo momento propiciar atividades práticas e objetividade suficiente para agirmos com coerência e assertividade.

Claro que o planeta Marte que representa ação está em um signo onde não se expressa tão facilmente – signo de Câncer – pois torna nossas ações passionais em demasia, em parte isso é atenuado pela boa posição de Mercúrio mais focado e racional nestes dias.  Talvez uma dose (lembre-se uma dose apenas!) de passionalidade pode ajudar a resolver alguns de nossos problemas.

Tensões envolvendo o planeta Vênus, pode atrapalhar nossos planos e dificultar aproximações e acertos. Procure nos próximos dias, se desdobrar em paciência e não agir de maneira muito infantil e mimada, os fatos nem sempre tem o desdobramento que aguardamos e nem por isso devemos esperar o pior né?

E CHEGA NOSSA PRIMAVERA

 

Nesta semana começa a primavera no hemisfério sul. O movimento de translação, que é o movimento da Terra (com seu eixo inclinado) em torno do Sol, é o principal responsável pelas estações do ano. A primavera tem início com o fim do inverno. No hemisfério sul começa no dia 23 de setembro e vai até 21 de dezembro. Uma das principais características desta estação é o reflorescimento da flora.

A PRIMAVERA

Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1“, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

VÊNUS NA ASTROLOGIA

Veja abaixo trechos do livro de “Astrologia dos Relacionamentos Íntimos” de Stephen Arroyo da Editora Pensamento.

“Sua posição (especialmente seu signo) revela muito a acerca dos valores e gostos das pessoas e como ela compartilha – a forma de dar e receber energia e afeto, tanto no âmbito social quanto na intimidade. A localização de Vênus diz muito sobre a necessidade da pessoa de se sentir próxima de outra e sobre o que lhe proporciona bem estar emocional, harmonia e proximidade. Os detalhes desta localização são muito reveladores de quão sociável a pessoa é, em geral,  e de quanto a pessoa necessita de relacionamentos íntimos. (Por exemplo, Vênus em Escorpião pode ser tão antissocial que as oportunidades de expressar seus sentimentos passionais ficam limitadas. Vênus em Aquário pode ser sociável, mas tão impessoal que a expressão emocional e a intimidade se tornam difíceis; Vênus em Gêmeos ou Peixes pode ser indiscriminadamente sociável com quase todo mundo, e assim por diante.)

Vênus mostra pelo signo que se localiza, a qualidade energética e o modo (ou o estilo) da expressão emocional interpessoal, bem como a atitude da pessoa em relação ao amor, aos relacionamentos íntimos e à abertura e partilha emocional. Evidencia o que é prazeroso para você, e consequentemente revela muito sobre o que você acha divertido na vida. (Por exemplo, Vênus em escorpião só consegue se divertir se a experiência for intensa; Vênus em Áries só se for algo desafiador; para Vênus em Aquário, grupos grandes, movimentos de mudança política e social e idéias revolucionárias são especialmente divertidos; e assim por diante.)

(…)

Mencionei acima como Vênus está relacionada à atividade social e à necessidade de relacionar-se intimamente. Na Astrologia Tradicional Vênus tem sido sempre associado com a beleza, as relações agradáveis e também com o dinheiro. (Alguns estudos mostram claramente uma correlação entre boa aparência e melhor renda!) E junto com este trio de presentes cósmicos está o charme, que faz os outros gostarem de você e se sentirem atraídos. Quando uma pessoa está harmoniosamente sintonizada com Vênus, isto automaticamente detona  reações mais positivas dos demais. Dizendo de uma forma mais concisa, Vênus no mapa natal revela o instinto social e representa o modo como as pessoas usam ou persuadem os outros, como fazem com que os outros gostem delas, e como usam o próprio charme para obter benefícios. Vamos caracterizar brevemente os 12 tipos de charme de Vênus com sua localização nos signos.”

VÊNUS  EM LIBRA

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O planeta Vênus, na última semana ingressou no signo de Libra, este é um de seus locais de domicílio, isto significa um posicionamento onde este planeta fica bastante reforçado em seus significados.  Vamos conhecer hoje um pouco mais deste planeta, no seu sentido astrológico:

” Nunca localizado a mais de 46 de distancia do Sol. Vênus é o planeta do amor; antigamente era chamado pequeno benéfico. Rege a arte, a cultura, a estética, as posses, os parceiros, a beleza, o charme, o bom gosto, o sentimentalismo, os doces e o açúcar, a cor, a harmonia, a poesia, as pinturas, as jóias, o canto, o drama e a música. A ação de Vênus é suave e harmoniosa. Governa os contatos emocionais, a ternura, o caráter moral, o casamento e as uniões de todos os tipos; assim como a sociabilidade, o temperamento, os luxos, o prazer e a apreciação. Vênus é o planeta do amor e da sensualidade, não do sexo. O posicionamento de Vênus no mapa mostra do que você realmente gosta.”

Rege – Touro e Libra

Exaltação – Peixes

Detrimento – Escorpião e Áries

Queda – Virgem

Glifo – espelho da vaidade da deusa.

Representa necessidade social e senso de valores

Palavra chave – afeição

Anatomia – pescoço, queixo, bochechas,paladar, rins, ovários,órgãos internos de reprodução,circulação do sangue venoso, órgãos sensoriais da pele.

(Texto extraído de curso Básico de Astrologia de Marion D. March e Joan McEvers, Ed.Pensamento, volume 1)

UM POUCO DE MITOLOGIA GREGA

Vênus, na tradição grega é chamada de Afrodite. Segundo Junito Brandão em seu livro, Mitologia Grega da Editora Vozes, encontramos duas Afrodites, ou pelo menos duas origens distintas para a deusa Afrodite:  a mais conhecida é que nasceu na espuma do mar, quando Cronos castrou Urano seu pai e jogou os testículos no mar, seu sêmen gerou a espuma e da espuma saiu Afrodite, linda e nua. A outra origem encontrada na íLiada de Homero, coloca Afrodite como sendo filha de Zeus e Dione.

Uma das maiores tramas da mitologia – a Guerra de Tróia traz Afrodite como uma das protagonistas. Foi casada com Hefesto (Vulcano), mas seu mais famoso romance foi com Ares (Marte) deus da Guerra. É atribuido a Afrodite uma série de romances além deste com Ares, como com Anquises, Adônis e Hermes.

Tantos amores, resultaram em vários filhos:

– com Hermes gerou Hermafrodito, belo como Afrodite, mas sem paixão.

– com Ares gerou Eros, Harmonia, Deimos e Fobos.

– com Dionísio gerou Príapo.

– com Anquises gerou Enéias.

Afrodite era idolatrada como deusa do amor, mas era temida por seus ódios e caprichos. E normalmente usava como arma de vingança a paixão que cega e comete loucuras. Como deusa era referida a questões amorosas e de fecundidade.

VÊNUS NA ARTE

Clique nas imagens abaixo para expandir:

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“Foi ela que deu o germe das plantas e das árvores, foi ela que reuniu nos laços da sociedade os primeiros homens, espíritos ferozes e bárbaros, foi ela que ensinou a cada ser a unir-se a uma companheira. Foi ela que nos proporcionou as inúmeras espécies de aves e a multiplicação dos rebanhos. O carneiro furioso luta, às chifradas, com o carneiro. Mas teme ferir a ovelha. O touro cujos longos mugidos faziam ecoar os vales e os bosques abandona a ferocidade, quando vê a novilha. O mesmo poder sustenta tudo quanto vive sob os amplos mares e povoa as águas de peixes sem conta. Vênus foi a primeira em despojar os homens do aspecto feroz que lhes era peculiar. Dela foi que nos vieram o atavio e o cuidado do próprio corpo.” (Ovídio).

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