01 de agosto de 2011

Olá,

Vamos começar a semana com poesia, afinal estamos em dias de Mercúrio e Netuno formando no céu uma oposição: portanto a linguagem  abstrata está mais forte do que a linguagem formal. Mercúrio é um planeta que se relaciona à comunicação e Netuno traz penumbra, nebulosidade e confusão a esta comunicação. É uma linguagem que entra em becos e caminhos tortuosos. Na vida prática devemos cuidar com este aspecto,  a saída talvez seja entendermos tanto a comunicação objetiva e clara como a sinuosa, e a melhor dica é começar pondo mais poesia em nossos dias!

boa semana, Nádia Oliveira

CÉU DO MOMENTO

O céu traz boas configurações envolvendo a posição do Sol dignificado no signo de Leão. As atitudes mais conciliatórias deverão ser priorizadas. Bom para negociações, aproveite para barganhar  antes de fechar qualquer negócio.

Não abuse da arrogância e segurança, algumas atitudes podem ser mal interpretadas, o período pede uma postura mais diplomática e simpática.

A inspiração e a criatividade estarão mais acessíveis, procure não fazer todas suas atividades muito preso a rotina, esteja aberto para incorporar situações novas, novos hábitos e provavelmente irá se surpreender positivamente com os resultados.

Atitudes muito radicais terão resultados também radicais e talvez não muito agradáveis. Cuidado com palavras mais ríspidas, deverão ter consequências inusitadas. Muitas oportunidades de acertos e enfrentamentos deverão surgir, mas não é a via de maior sucesso neste período.

Os assuntos que envolvam muito compromisso, como contratos e exames deverão ser atentamente analisados, é muito fácil cometermos erros de interpretação.

Boa fase para os assuntos amorosos, mas procure dosar com os conselhos acima, não abuse da paciência alheia ao provocar discussões desnecessárias.

Importantes decisões judiciais devem ter um bom andamento nos próximos dias. Planejamentos e novos projetos estarão na ordem do dia.

CONHEÇA UM POUCO MAIS DOS LEONINOS

Signo Fixo do elemento Fogo

Regente – Sol

Signo Oposto – Aquário

Características: dramático, vaidoso, idealista, orgulhoso, ambicioso, criativo, majestoso, romântico, generoso, autoconfiante, otimista e autocrático. O signo de Leão tem uma natureza nobre. Com sua natureza amorosa forte tornam-se protetores dos que amam. No geral são excelentes amigos: leais e sinceros. Por ser um signo fixo, Leão é empenhado e determinado nas causas que luta. Faz o que se propõe com força e entusiasmo. Possue grande capacidade de poder e autoridade. Uma das suas maiores características é seu grande coração e sua generosidade, assim como seu entusiasmo e sua grande capacidade de liderança.

Leia mais sobre Leão

 

UM CONVITE A UMA MEDITAÇÃO MENSAL

Em cada passagem do Sol por um signo do zodíaco, podemos independente de nosso signo de nascimento aprender um pouco e clarear uma parte mais obscura de nossa vida. O signo de Leão trata da essência, da  vitalidade e da estruturação de nossa personalidade. Segue abaixo uma reflexão profunda que convido que faça durante este mês:

“Eu sou Aquele e Aquele Eu sou.”

Então dirijo minha consciência ao ponto mais elevado da minha cabeça, deslizo bem lentamente ao longo de sua parte posterior até a base de seu pescoço, abro suavemente a minha consciência, como um leque, sobre meus ombros e então desço lentamente pela minha coluna. Paro entre as omoplatas; sinto um formigamento e deslizo para o centro etéreo do coração. Lá eu vejo com meu olho interior uma flor de lótus branca e fechada. Meu rosto está tão proximo que posso sentir seu delicado perfume.

Eu canto um OM inaudível, exalando-o para a flor de lótus fechada. Esta começa lentamente a se abrir, primeiro as três pétalas externas: as pétalas do conhecimento, do reconhecimento e da sabedoria.

Então eu novamente eu exalo a palavra OM, e as três pétalas do Amor, da devoção e da inclusão se abrem. Ao exalar pela terceira vez a palavra sagrada OM, as três pétalas mais interiores se abrem, as do sacrifício e da Vontade cheia de alegria para a ação criativa e da cooperação com o Plano da Evolução. O perfume intensifica-se. No centro da flor de lótus branca, aberta, vejo um cintilar azul, elétrico, ao qual me entrego totalmente, permitindo que meu corpo seja iluminado. Aquieto-me totalmente e sinto um agradável bem-estar.

Ao esquecer as coisas do passado, estou plenamente presente em mim, estou bem atento até ouvir a voz do meu coração, pela qual me deixo orientar e conduzir com alegria.

“No centro de todo amor estou, aqui nada pode me perturbar, aqui sou uno comigo mesmo.””

Louise Huber, Signos, Zodíaco e Meditação, Ed Totalidade

Assim na TERRA como no CÉU

Esta semana completa 65 anos da explosão da Bomba de Hiroshima, e convido-o a fazer uma reflexão pela paz. Sadako Kurihara é uma poetisa japonesa, sobrevivente de Hiroshima e que muito escreveu sobre o assunto. Sua poesia não apontava apenas para as consequências nefastas das bombas, mas uma reflexão de toda a responsabilidade que temos em ações como estas. Sua poesia sinaliza seu amor a vida, ela sempre se empenhou em agir a favor da paz, da ação antinuclear, sobre Hiroshima ela disse:

 Hiroshima não é, de modo algum, algo que ocorreu no passado. (…) Hiroshima é um lugar no futuro onde podemos ver até onde pode nos levar o militarismo, a corrida armamentista, seus objetivos; é o maior ponto cego da espécie humana, que serve como referência para o mundo”.

A memória coletiva registra toda uma comoção nacional e internacional diante das mortes, do impactos das duas bombas atômicas de 1945, dos tremores sísmicos constantes que este país sofreu desde sua formação geológica, inclusive a devastação do tsunami e do vazamento nuclear no início deste ano.

É preciso libertar-se deste passado, registrado no Japão e na humanidade como um todo, e até na memória do planeta. No céu vivemos aspectos tensos envolvendo Capricórnio e Saturno que estão de alguma maneira vinculados ao carma, tanto no sentido individual como coletivo. Plutão transitando por este signo nos remete a uma libertação ou melhor ainda  a uma transformação necessária.

Deviamos recorrer mais aos conhecimentos budistas sobre o princípio de impermanência, ou seja, aprender a não  lidar com um planeta utilizando seus recursos até o seu extremo, sem considerar a possibilidade de sua finitude, afinal achar que o tempo todo tudo está sob nosso controle, chega a ser infantil.

O efeito da globalização coloca todo o planeta sintonizado ao que ocorre em todos os cantos, as imagens e notícias em tempo real, permite viver no que existe de bom e mau do mundo inteiro. E assim, somos profundamente tocados por tudo: somos cada pedaço do planeta e cada um é parte de nós. O impacto emocional é imenso, nos assustamos diante da catástrofe natural, e com a força dos tremores de terra e a ação das águas, perigosamente aumentadas  quando unidas a exposição da radiação causada pela obra tecnológica humana. De humanidade acima de qualquer regra ou lei, passamos em segundos para um planeta e espécie constantemente ameaçados.

O vivenciar a situação mundial em tempo real, permite estarmos mais próximo ao epicentro, e obviamente cria na  duas reações, que podem ser positivas: a compaixão e o medo. A compaixão nos ajuda a curar as feridas abertas, mas e o medo? Sabemos que lidar com o medo é mais complicado, não se pode cair aqui na ilusão coletiva de um mundo a beira de um colapso, da destruição do planeta e da autodestruição da humanidade, o medo deve conduzir a uma atitude mais consciente no cuidado e trato do planeta: minérios, solos, mares, atmosfera e biosfera.

Me volto agora a simbologia de Plutão, responsável na Astrologia pela destruição e pelos processos mais profundos de transformação, desde sua entrada no signo de Capricórnio (entre 2008 e 2009, e deve atravessar estes signo por 13 anos): estamos em um ponto onde  a humanidade humildemente deve se ajoelhar – Capricórnio se relaciona os joelhos – e se transformar. Talvez este seja um dos maiores desafios que Plutão nos apresenta ao atravessar os primeiros graus de Capricórnio.

Um pouco mais sobre a impermanência Um conto zen Um famoso mestre espiritual aproximou-se do Portal principal do palácio do Rei. Nenhum dos guardas tentou pará-lo, constrangidos, enquanto ele entrou e dirigiu-se aonde o Rei em pessoa estava solenemente sentado, em seu trono. “O que vós desejais?” perguntou o Monarca, imediatamente reconhecendo o visitante. “Eu gostaria de um lugar para dormir aqui nesta hospedaria,” replicou o professor. “Mas aqui não é uma hospedaria, bom homem,” disse o Rei, divertido, “Este é o meu palácio.” “Posso lhe perguntar a quem pertenceu este palácio antes de vós?” perguntou o mestre. “Meu pai. Ele está morto.” “E a quem pertenceu antes dele?” “Meu avô,” disse o Rei já bastante intrigado, “Mas ele também está morto.” “Sendo este um lugar onde pessoas vivem por um curto espaço de tempo e então partem – vós me dizeis que tal lugar NÃO É uma hospedaria?”

VÍDEO – ROSA DE HIROSHIMA

Veja o vídeo com a música/poesia Rosa de Hiroshima escrita por Vincius de Morais na voz do leonino Ney Matogrosso, ainda em tempos do conjunto “Secos e Molhados”.
 
 
 
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