12 de julho de 2011

Olá,

O Sol no introvertido signo de Câncer nos impulsiona aos reais propósitos de nossa Alma. Vamos refletir utilizando as frases abaixo escritas por Alice Bailey, sobre o signo de Câncer:

“Eu construo uma casa iluminada e lá habito. A casa que você está construindo está iluminada? É uma casa cheia de luz ou uma prisão escura? Se for uma casa cheia de luz, você atrairá a essa luz e a esse aconchego todos os que estão à sua volta e a atração magnética de sua alma, cuja natureza é luz e amor, a muitos salvará.” (Alice Bailey)

Nesta semana trago além das considerações sobre o céu astrológico, dois cancerianos pra lá de criativos: Santos Dumond e Nicola Tesla. Além é claro, da figura ímpar que é o também canceriano Dalai Lama, em um belissimo texto sobre bondade e compaixão.

“Neste mundo não existe verdade universal. Uma mesma verdade pode apresentar diferentes fisionomias. Tudo depende das decifrações feitas através de nossos prismas intelectuais, filosóficos, culturais e religiosos.” Dalai Lama

Anuncio ainda que nesta semana temos um dos eventos mais tradicionais da Astrologia brasileira, a ASTROLÓGICA – 12º Encontro Anual de Astrologia que acontece na Gaia. Estarei lá, com certeza! Veja a programação: http://www.gaia-astrologica.com.br/astrologica.shtml, na semana que vem comento aqui algumas coisas legais que rolarem por lá.

beijos e boa semana Nádia Oliveira

 

CÉU DO MOMENTO

O Sol nesta semana, ainda se encontra no signo de Câncer formando uma conjunção com o planeta Vênus, bom período para negociações e conciliações. Boas configurações astrológicas facilitam a comunicação, deixam as situações mais claras e bem definidas. O único cuidado é não ser muito autoritário em suas palavras, o bom é exercitar a diplomacia e ter mais tato ao transmitir suas idéias.

Ampliar seu círculo de amigos e contatos será bastante saudável. É provável o encontro com pessoas interessantes e que enriquecem nosso dia-a-dia. Valorizar as amizades está em alta!

Não será fácil deixar fluir suas emoções, procure ser cauteloso pois suas ações podem ser mal compreendidas. Faltará liberdade, provavelmente os compromissos terão um grande espaço em nossas agendas, quem perde com isto são momentos de lazer e mais íntimos.

Caso se encontre em uma situação de discussão com alguém, as famosas “DRs”(discutir a relação), todo cuidado é pouco, facilmente a situação sai de seu controle e pode resultar em enfrentamentos dolorosos. Talvez seja bom evitar, tais situações por estes dias.

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A oposição entre Saturno e Urano, que está atuante desde o segundo semestre de 2007 e que representa uma forte tensão no céu, resultando em rupturas e confrontos entre novas situações e velhas estruturas, está em seu mês final. Mas se por um lado, representa um alívio, porque finalmente se dilui um aspecto tenso no céu, por outro lado, deve ser ressaltado seu benefício, pois em sua passagem auxiliou mudanças e rupturas muitas vezes necessárias e desejadas.

PERSONAGENS CANCERIANOS

Nesta semana o destaque são dois cancerianos ligados a descobertas: o brasileiro Santos Dumont e o croata Tesla. Duas personalidades excepcionais.

SANTOS DUMOND

Santos Dumond nasceu em Minas Gerais em 20 de julho de 1873. Ele construiu e voou nos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina, contornou num célebre voo a Torre Eiffel, o que deu a ele uma enorme popularidade mundial.

Disputa a primazia do primeiro vôo com os irmãos Wright. Mas é considerado no Brasil como o pai da aviação. Não tenho a hora de nascimento de Santos Dumont, por isso seu mapa pode apenas ser parcialmente estudado. Mas obviamente a criatividade é logo observada no aspecto Sol conjunção ao inventivo Urano. Além da criatividade, Urano rege a tecnologia e as inovações, e isso sabemos que Santos Dumont era um grande amante destas áreas.

Viveu em uma casa que batizou com o nome de Encantada, pois era toda ela especial. Gênio criativo, suicidou-se em julho de 1932, em Guarujá, em plena revolução constitucionalista, durante um bombardeio aéreo. Os ataques aéreos parecem ter agravado o seu quadro depressivo. Seus amigos comentam sua tristeza ao ver seu invento (avião) ser usado para matar pessoas.

Vivi ali uma vida livre, indispensável para formar o temperamento e o gosto pela aventura. Desde a infância eu tinha uma grande queda por coisas mecânicas e, como todos os que possuem ou pensam possuir uma vocação, eu cultivava a minha com cuidado e paixão. Eu sempre brincava de imaginar e construir pequenos engenhos mecânicos, que me distraíam e me valiam grande consideração na família. Minha maior alegria era me ocupar das instalações mecânicas de meu pai. Esse era o meu departamento, o que me deixava muito orgulhoso” Santos Dumond

NIKOLA TESLA

O croata Nikola Tesla nasceu em 10 de julho de 1856. Dizem que nasceu em uma noite de grande tempestade com muitos raios, seja fato ou não, a eletricidade o acompanhou a vida inteira.

Homem de inteligência rara, diziam que tinha memória fotográfica. Revolucionou o mundo moderno com inúmeras invenções. Trabalhou e rivalizou com Thomas Edison.

Nikola Tesla nasceu com o intuitivo sol no signo de Câncer, o ascendente no persistente Touro. Em seu mapa um dos planetas presentes no Ascendente é Urano, relacionado com o excentricidade e a eletricidade, duas características que cercaram fortemente sua vida. Suas idéias prenunciaram a comunicação e a Internet.

Sua atividade mental era incrível e super sensível. Descobriu o que não era perceptível aos olhos, muitas invenções vieram a ele na forma de um insight ou um lampejo.

Recomendo o documentário: Maravilhas Modernas – Eletricidade Maluca: documentário exibido pelo History Channel. Sinopse: Nikola Tesla tinha uma estranha visão do futuro e isso lhe trouxe muitos problemas. Porém, sua genialidade mudou o mundo para sempre. Entre seus inventos podemos enumerar um radar, a corrente alternada, raios mortais e máquinas de terremotos. Maravilhas Modernas nos leva em um passeio pela vida desse estranho personagem.

MAIS UM CANCERIANO

  Ensinamentos: Bondade e Compaixão – Dalai Lama

  “Esta noite, gostaria de falar a vocês sobre a importância da bondade e da compaixão. Ao discutir esses temas, não me vejo como budista, Dalai Lama ou tibetano, mas sim como um ser humano e espero que vocês, no auditório, pensem em si mesmos dessa maneira. Não como americanos, ocidentais ou membros de um determinado grupo, pois essas condições são secundárias. Se interagirmos como seres humanos, podemos chegar a esse nível. Caso eu diga “sou monge” ou “sou budista”, as afirmações serão, em comparação com a minha natureza de ser humano, temporárias. Ser humano é básico. Uma vez nascido assim, não se poderá mudar até a morte. Outras condições, ser ou não instruído, rico ou pobre, são secundárias.

Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns são criados essencialmente por nós mesmos, com base em diferenças de ideologia, religião, raça, situação econômica ou outros fatores. Chegou, portanto, o momento de pensarmos em níveis mais profundos. Em nível humano, condição essa que deveremos apreciar e respeitar em todos os que nos cercam. Devemos construir relacionamentos baseados na confiança mútua, na compreensão, no respeito e na solidariedade, independentemente de diferenças culturais, filosóficas ou religiosas.

Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana. O fato de brigarmos uns com os outros deve-se a razões secundárias, e todas essas discussões são inúteis. Infelizmente, durante muitos séculos, os seres humanos usaram todos os métodos para ferir uns aos outros. Muitas coisas terríveis aconteceram, resultando em mais problemas, mais sofrimento e desconfiança. E, consequentemente, em mais divisões.

O mundo hoje está cada vez menor em vários aspectos, particularmente o econômico. Os países estão mais próximos e interdependentes e, nesse quadro, torna-se necessário, pensar mais em nível humano do que em termos do que nos divide. Assim, falo a vocês apenas como um ser humano e espero, sinceramente, que vocês estejam escutando com o pensamento: “Sou um ser humano e estou ouvindo outro ser humano falar”.

Todos queremos a felicidade; nas cidades, no campo, mesmo em lugares remotos, as pessoas trabalham com o objetivo de alcançá-la, entretanto, devemos ter em mente que viver a vida superficialmente não solucionará os problemas maiores.

Há muitas crises e medos à nossa volta. Por meio do grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia, atingimos um estado avançado de progresso material, que é necessário. Não podemos, no entanto, comparar o progresso externo com nosso progresso interior. As pessoas queixam-se do declínio da moralidade e do aumento da criminalidade, mas esses problemas não serão resolvidos, se não procurarmos desenvolver nosso interior.

No passado remoto, se houvesse uma guerra, os efeitos seriam geograficamente limitados, porém hoje, em função do progresso, o potencial de destruição ultrapassou o concebível. No ano passado estive em Hiroshima, no Japão. Mesmo tendo informações a respeito da explosão nuclear lá ocorrida, era muito diferente estar no local, ver com meus próprios olhos e encontrar pessoas que realmente sofreram com aqueles acontecimentos. Fiquei profundamente emocionado. Uma arma terrível tinha sido usada. Embora possamos considerar alguém como inimigo, temos de levar em conta que essa pessoa é um ser humano e que tem direito a ser feliz. Olhando para Hiroshima e refletindo a respeito, fiquei ainda mais convencido de que a raiva e o ódio não são meios para solucionar problemas.

A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas “compaixão, tolerância e paciência”, não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade.

Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.

Ninguém quer a raiva, ninguém quer a intranqüilidade, mas por causa da ignorância somos acometidos por sentimentos como esses. A raiva nos faz perder uma das melhores qualidades humanas, o poder de discernimento. Temos um cérebro bem desenvolvido, coisa que outros mamíferos não têm. Esse órgão nos permite julgar o que é certo e o que é errado. Não apenas em termos atuais, mas em projeções para daqui dez, vinte ou mesmo cem anos. Sem nenhum tipo de pré-cognição, podemos utilizar nosso bom senso para determinar o certo e o errado. Imaginar as causas e seus possíveis efeitos. Contudo, se nossa mente estiver ocupada pela raiva, perderemos o poder de discernimento e nos tornaremos mentalmente incompletos. Devemos salvaguardar essa capacidade e, para tanto, temos de criar uma companhia de seguros interna: autodisciplina, autoconsciência e uma clara compreensão das desvantagens da raiva e dos efeitos positivos da bondade. Se refletirmos a respeito dessas questões com freqüência, podemos incorporar a idéia e, então, controlar a mente.

Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico.

É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação. Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.

Precisamos, porém, mudar interiormente. Nossos líderes têm feito o melhor que podem para resolver nossos problemas, mas, quando um é resolvido, surge outro. Tenta-se solucionar este, surge mais um em outro lugar. Chegou o momento então de tentar uma abordagem diferente.

É certamente difícil realizar um movimento mundial pela paz de espírito, mas é a única alternativa. Caso houvesse outro método mais fácil e prático, seria melhor, porém não há. Se com armas pudéssemos chegar à paz duradoura, muito bem. Transformaríamos todas as fábricas em produtoras de armamentos. Gastaríamos todos os dólares necessários, se conseguíssemos a definitiva paz, mas tal é impossível.

As armas não permanecem empilhadas. Uma vez desenvolvidas, alguém irá usá-las. O resultado é a morte de criaturas inocentes. Portanto, a única maneira de atingirmos uma paz mundial duradoura é por meio da transformação interior. E, mesmo que essa transformação não ocorra durante esta vida, a tentativa terá sido válida. Outros seres humanos virão; a próxima geração e as seguintes. E o progresso pode continuar. Sinto que, apesar das dificuldades práticas, e, mesmo correndo o risco de que tal visão seja considerada pouco realista, vale a pena o esforço. Assim, aonde quer que eu vá, expresso essas idéias e sinto-me muito motivado porque mais pessoas têm sido receptivas a elas.

Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade. Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado. É o que chamo de egoísmo sábio. Pessoas egoístas tolas só pensam em si mesmas, e o resultado é negativo. Egoístas sábios pensam nos outros, ajudam da melhor forma e também colhem os benefícios. Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.”

(Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.)

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